Habitação Unifamiliar

CASA
ESMORIZ

LOCALIZAÇÃO

Esmoriz, Portugal

Ano

2025

ÁREA DE CONSTRUÇÃO

686 m2

ÁREA DO TERRENO

2.090 m2

Cliente

Particular

Fotógrafo

João Morgado

CASA ESMORIZ

Este projeto nasce de duas premissas fundamentais, a valorização da vida em família e a procura de um equilíbrio entre proximidade e privacidade. A arquitetura foi concebida para favorecer o encontro e a partilha entre gerações, sem comprometer a autonomia e o conforto de cada núcleo habitacional.

A possibilidade de acolher familiares, sempre que necessário, constituiu um dos principais pontos de partida do projeto. Em vez de criar duas habitações claramente independentes, optou-se por uma solução integrada, onde ambas coexistem sob um único gesto arquitetónico.

Exteriormente, o conjunto apresenta-se como um volume contínuo e coeso, transmitindo a imagem de uma única habitação. É apenas na descoberta do seu interior que a organização espacial se revela, permitindo compreender a existência de duas áreas distintas, cuidadosamente articuladas para garantir simultaneamente a proximidade familiar e a necessária privacidade.

A casa desenvolve-se num único piso, procurando uma relação próxima com o terreno e uma experiência de habitar marcada pela fluidez dos percursos. A organização do programa distingue claramente as áreas sociais dos espaços mais reservados. As zonas de convívio prolongam-se para os jardins e para a piscina, diluindo os limites da casa. Em contraste, os espaços privados encontram nos pátios e na envolvente verde uma atmosfera de recolhimento, silêncio e contemplação.

A linguagem arquitetónica assenta na simplicidade das formas e na honestidade dos materiais. Dois volumes em betão aparente estabelecem a estrutura principal da composição, unidos por um volume revestido em aço corten que acolhe a garagem e os espaços técnicos, funcionando como elemento articulador de todo o conjunto. A robustez do betão dialoga com a tonalidade quente do aço e com a textura da madeira, criando uma arquitetura de carácter intemporal, onde a materialidade assume um papel essencial na construção da identidade do projeto.

A arquitetura afirma-se, assim, como suporte das relações humanas: um lugar onde a proximidade não resulta da ausência de limites, mas da forma subtil como os espaços se encontram, se complementam e constroem, em conjunto, a experiência de habitar.